Gena Bispo

Como falar da história do Projeto Dália sem falar de Gena? 

 

Ela provocou uma discussão no Facebook sobre ensaios fotográficos que mostrassem a beleza das pessoas deficientes e não só a deficiência. E naquele dia, lá em 2015, uma amiga me marcou na publicação dela.

 

Eu já trabalhava com ensaios no estilo Boudoir, que tem o viés da sensualidade, e convidei Gena para o que viria a ser o primeiro ensaio do Projeto Dália.

 

Maria Eugênia é deficiente, cadeirante, sempre foi muito ativista da causa e topou fazer o ensaio:

 

“Para mim, o ensaio foi mais do que uma oportunidade de perceber minha sensualidade. Descobri que serviu para incentivar outras mulheres, que estão em situações semelhantes à minha, a pensarem na autoestima delas”.

 

Em 2013 Gena se tornou cadeirante após sofrer uma queda que fraturou sua coluna. Usou cadeira de rodas e muletas sempre fazendo o máximo para levar a vida como era antes do acidente. Ela se acostumou com muita coisa, menos com o preconceito das outras pessoas: 

 

“Eu ouvia frases tipo ‘ela é tão bonitinha, mas está na cadeira de rodas’, como se isso fizesse sumir a minha beleza!”

 

O Projeto Dália faz as pessoas repensarem esse jeito de falar “é bonita MAS é deficiente”. Por que não pode ser deficiente, cadeirante E muito bonita? Elas podem sim! 

 

Gena mudou o olhar de quem a enxergava como a “coitadinha” e passou o recado para as mulheres que precisam conviver com isso diariamente:

 

“É possível ser mais confiante, ser mais segura de si. Não é todo dia que me produzo como me produzi para o ensaio, mas percebi que posso ser um mulherão quando eu quiser.”

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