Elisangela Czekalski

Elisangela Czekalski leva no coração a sabedoria de viver o hoje, um dia de cada vez. E hoje, pareceu importante falar dela - como um lembrete para nós mesmos de “agradecer a vida”.

 

Quando fiz o ensaio fotográfico com Lyla descobri o mulherão que ela é: encantadora, sensível, resiliente e com o coração cheio de fé.

 

Ela passou 7 anos enfrentando idas e vindas de hospitais.

 

A princípio ela foi diagnosticada como portadora de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Perdeu a fala, ficou tetraplégica, chegou na UTI e teve paralisia facial. O começo da jornada foi cheio de sustos, sabe?

 

Em 2008, quando tudo começou, Lyla nem imaginava que um dia iria posar de modelo num ensaio fotográfico, na cadeira de rodas vestindo um espartilho vermelho.

 

Depois de 4 anos ela teve a oportunidade de mudar a equipe médica e eles observaram que Lyla apresentava melhoras rápidas, seu corpo respondia e evoluía. Por isso decidiram revisar seu diagnóstico e perceberam que houve um erro.

 

O real diagnóstico é que Lyla sofreu uma “lesão medular” devido à uma infecção que afetou seu o Sistema Nervoso Central. Hoje Lyla usa cadeira de rodas para se locomover, mas comemora que consegue ficar de pé e dar alguns passos a seu modo.

 

As fotografias são uma oportunidade de relembrar sua trajetória e ressignificar tudo isso. Quando Lyla topou fazer o ensaio boudoir em 2016, ela buscou descobrir um novo olhar sobre ela mesma para ressaltar sua autoestima e valorizar a mulher que ela é - e toda sua história. 

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